LASTRO promove palestra e convida para debater Amazônia

24/10/2011 15:53

Sob o tema “Desenvolvimento regional da Amazônia, relações sociais e ambientais” o  Prof. Dr. Fiorelo Picoli da Universidade do Estado do Mato Grosso (UNEMAT) realizará palestra no miniauditório do CFH na próxima quinta feira dia 27 às 19 horas. O professor Fiorelo é autor de vários livros, dentre os quais se destacam:

  • O Capital e a devastação da Amazônia;
  • Amazônia: desarrollo y expropiación;
  • Amazônia: do mel ao sangue.

ATIVIDADE: Palestra

TEMA: Desenvolvimento regional da Amazônia, relações sociais e ambientais

PALESTRANTE: Prof. Dr. Fiorelo Picoli (UNEMAT)

LOCAL: Miniauditório do CFH

DATA: 27/10/2011 (quinta-feira)

HORA: 19:00

LASTRO no IV Seminário Nacional de Ciência Política da UFRGS

20/10/2011 13:49

IV SEMINÁRIO NACIONAL DE CIÊNCIA POLÍTICA DA UFRGS

Porto Alegre, Rio Grande do Sul – 8, 9 e 10 de novembro de 2011

Realizado anualmente desde 2008, o Seminário Nacional de Ciência Política, organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, pretende, nesta quarta edição de 2011, contextualizar o atual momento do estudo da Ciência Política no país, e promover o debate em duas questões correlatas cujo desenvolvimento é de extrema importância para aperfeiçoar tanto a análise acadêmica quanto a prática política. Assim, e em consonância com uma tendência nacional, a proposta central sugerida pela comissão de organização está orientada para as temáticas da Teoria e da Metodologia.

Além de palestras e de um Fórum destinado aos alunos de graduação, o debate será promovido especialmente por meio de seis Grupos de Trabalho (GT’s) e um Fórum organizados em torno dos temas mais pujantes das linhas de pesquisa do Programa de Pós-Graduação, que encontram-se assim estruturados:

1) GT de Cultura Política e Opinião Pública

2) GT de Elites e Poder Político

3) GT de Instituições Políticas

4) GT de Política Internacional

5) GT de Políticas Públicas

6) GT de Teoria Política e Pensamento Social

7) Fórum de Gênero, Direitos Humanos e Cidadania

O LASTRO se fará presente neste importante evento no GT de Teoria Política e Pensamento Social, coordenado pelo Prof. Dr. Hélio Ricardo do Couto Alves e Carlos Artur Gallo, por meio da comunicação intitulada Joseph Dietzgen: a epistemologia do materialismo histórico-dialético de autoria de José Carlos Mendonça.

1964: Notas sobre uma vitória simbólica

10/10/2011 18:54

Por Caio Navarro de Toledo

Doutor em Filosofia e Pesquisador na área das ideologias políticas, em particular do pensamento político brasileiro contemporâneo.

O recente episódio suscitado por uma placa, afixada no centro do campus da USP, revelou que não deixa de ser vitorioso o significado político-ideológico que as esquerdas brasileiras difundem sobre os acontecimentos em torno de 1964. Essa interpretação não deixa de ser hegemônica na atual cultura política democrática brasileira.

Na última 2ª feira (3/10), o blog Viomundo, do jornalista  Luiz Carlos Azenha, estranhou o fato de uma placa na USP conter a seguinte inscrição: “Monumento em homenagem aos mortos e cassados na Revolução de 1964”. A indagação do jornalista foi simples e direta: “A USP homenageia as vítimas da ‘Revolução de 1964’”? Imediatamente, outros blogs e parte da grande mídia (portais na internet e jornais impressos) também destacaram o fato da Reitoria da Universidade de São Paulo, por meio da placa, ratificar a versão que os militares e setores civis da direita brasileira procuram difundir sobre a intervenção militar ocorrida há 47 anos; qual seja, a versão segundo a qual em 1º de abril de 1964 teria havido uma Revolução, não um Golpe Militar! [Ninguém desconhece que, para os ideólogos civis e militares (de Delfim Netto a Golbery do Couto e Silva), 1964 representou uma “Revolução redentora” que, de forma pacífica, salvou o Brasil da subversão antidemocrática e do comunismo ateu bem como lançou as bases para a emergência de uma sólida economia industrial no país. Em contrapartida, para a extensa maioria dos intérpretes (partidos e autores) da esquerda brasileira, abril de 1964 significou um golpe civil-militar contra a democracia política e as propostas de reformas econômicas e sociais do capitalismo brasileiro.]

Divulgada a informação sobre a placa, a repulsa dos setores democráticos e progressistas não tardou. Por meio da internet, a comunidade universitária e os blogs progressistas denunciaram o estelionato semântico difundido pela placa que, reconheça-se – pelo seu conteúdo objetivo –, não deixava de revelar um fato altamente positivo: a construção de um monumento em homenagem às vítimas da repressão militar nos 25 anos de ditadura.

Menos de 36 horas após a denúncia feita no blog Viomundo, alguns jornais (5/10) informam que a placa foi retirada do campus da USP. Numa nota a reitoria da USP esclarece: “Houve um erro na inscrição da placa. O nome correto é: “Monumento em Homenagem aos Mortos e Cassados no Regime Militar”. Trata-se de um projeto do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP. A correção da placa será feita o mais breve possível”.

Embora a Reitoria da USP recuse a utilização da expressão “ditadura militar” na nova placa, deve-se reconhecer que uma vitória no plano simbólico não deixou de ocorrer. Esta pequena vitória foi possível graças às iniciativas daqueles que – face o fascismo cotidiano existente nas democracias capitalistas – exercem o direito de protestar e não ceder ao arbítrio e à violência no plano simbólico.

Foi o que fizeram, por exemplo, três estudantes da USP. Como informa o blog Viomundo, um estudante, desafiando a segurança, riscou a expressão “Revolução de 1964” e escreveu na placa: “golpe”. Dias depois, uma estudante acrescentou a palavra certa: “ditadura”. Horas depois, a mesma jovem voltou ao local e escreveu: “massacre”. Uma terceira estudante, blogueira, escreveu em sua página: “É um verdadeiro insulto a todos os estudantes e professores que foram perseguidos e mortos durante os anos de chumbo”. Se não fossem os estudantes, a placa insultuosa – aprovada pelos burocratas da Universidade –, certamente, ali permaneceria sob o olhar indiferente, complacente e despolitizado de muitos circunstantes.

No entanto, alguns estudantes não se calaram; manifestaram justa indignação. São eles que, nos dias de hoje, poderão também reescrever a combativa consigna vigente na luta contra o fascismo: no pasarán!”

Grupo de Estudos do LASTRO – Semestre 2011.2

10/10/2011 15:42

Sob a temática “Epistemologia e Materialismo Histórico-Dialético” realiza-se de 19/10 a 30/11 o grupo de estudos do LASTRO segundo semestre de 2011.

Serão seis sessões semanais com o objetivo de estudar, em caráter introdutório, a epistemologia do materialismo histórico-dialético a partir de autores clássicos selecionados e relacionar com outras metateorias ainda relevantes no âmbito das ciências sociais, para possibilitar avanços em termos de estudos e pesquisas que se traduzam em saber organizado e expresso na forma de produção textual para futuras publicações.

A metodologia consiste na realização de leituras orientadas para o conhecimento do materialismo histórico-dialético, considerado em sua historicidade e relacionado a outras metateorias,  divididas em módulos temáticos.  Desenvolvimento das seções: a) Explanação inicial do conteúdo pelos coordenadores; b) apresentação de textos por alunos ou equipes de alunos (síntese em até 30 minutos); c) discussão crítica.

As sessões poderão servir para discussão de projetos de estudantes de graduação e pós-graduação que guardem pertinência com a temática estudada, bem como poderão ser utilizados recursos audiovisuais para apresentação dos conteúdos;

Ao final do semestre espera-se a entrega de um trabalho final na forma de artigo para submissão à revista EM DEBATE (revista eletrônica do LASTRO).

NOVO número da EM DEBATE já está disponível

03/10/2011 15:47

Com este segundo número da Em Debate de 2011, comemoramos 12 anos do Laboratório de Sociologia do Trabalho (LASTRO), criado em 29 de outubro de 1999 no Departamento de Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina.
[…] O caráter não endógeno da Em Debate está consolidado, juntamente com sua dimensão mais cosmopolita, reafirmada como pública e plural, considerando a expressividade de submissões propostas tanto para o tema gerador do dossiê como para artigos avulsos.
[…] Os leitores poderão desfrutar de artigos que resultam de trabalhos de investigação teórica, histórica e de campo de pesquisadores do Brasil (de diferentes estados), Argentina, Bélgica, Canadá, Colômbia, México e Portugal. [em] abordagens que vão desde a Comuna de Paris, o maio de 1968, a revolução portuguesa de 1974-1975, a Comuna Altenha (Bolívia), a luta de Oaxaca (México), os Conselhos Populares de Fortaleza (Brasil), as Comisiones Obreras (Espanha), as empresas recuperadas na Argentina, até o trabalho autogestionário na economia solidária.
Este número conta também com artigos sobre aspectos da mundialização capitalista em curso, com implicações sobre as condições de dependência e fragilidade democrática, bem como sobre a divisão sexual do trabalho; um igualmente valioso artigo sobre as vítimas da ditadura e memória histórica na Colômbia, tema que agora mobiliza movimentos sociais também no Brasil; três resenhas, uma delas traduzida, sobre o livro de Joseph Dietzgen, outra que apresenta uma pesquisa teórica sobre a obra de Anton Pannekoek, e uma terceira sobre o federalismo na Comuna de Paris. Esses dois autores, pouco divulgados no Brasil, parecem ganhar importância atualmente – em especial o último, pelas argutas análises sobre os limites das instituições democráticas que se enfraquecem nessa normativa, mas, paradoxalmente, se embrutecem como tentativa de controle social.
[…] Por tudo isso, nosso esforço e dos autores foi para que os leitores e leitoras possam desfrutar as referências e o debate. Boa leitura.

Prof. Dr. Fernando Ponte de Sousa

Editor-Chefe da Em Debate e coordenador do LASTRO.

O novo número pode ser acessado em http://periodicos.incubadora.ufsc.br/index.php/emdebate
Confira abaixo o sumário da revista, navegue pelos artigos e itens de interesse, e ajude-nos na divulgação da revista em suas redes de contatos.
Para o próximo número, com publicação prevista para abril de 2012, o prazo para a submissão de novos trabalhos encontra-se aberto.

n. 6 (2011): 2° semestre 2011

Sumário

Editorial

Apresentação
Fernando Ponte de Sousa     i-ii

Dossiê

Los archivos de Mayo de 1968: una presentación de la lucha anti-tecnocrática en Mayo de 68
Andrew Feenberg     3-14
As Comisiones Obreras (CCOO) da Espanha. Estudo introdutório das mudanças em sua estratégia política
Paulo Sérgio Tumolo     15-37
O Partido Comunista Português, as nacionalizações, o controlo operário e a “batalha da produção”. Estudo de caso na Revolução Portuguesa (1974-1975)
Raquel Cardeira Varela     38-59
O significado político da Comuna de Paris
Nildo Viana     60-82
A luta em Oaxaca: a auto-organização do cotidiano
Taiguara Belo de Oliveira     83-105
De proletários e aymaras: a Comuna Altenha de 2003 frente à reestruturação produtiva
Bruno Felipe Miranda     106-128
Estado e movimentos sociais: qual autonomia? A experiência dos conselhos populares em Fortaleza
Pedro Costa Junior     129-152

Artigos

Argentina: gobernabilidad y movimientos sociales. El caso del Movimiento Nacional de Empresas Recuperadas
Natalia Vanesa Hirtz     153-170
Contra-revolução permanente e manutenção da condição dependente no Brasil
Gustavo Pinto de Araújo     171-193
Mundialização do capital e divisão sexual do trabalho: a walmartização das operadoras de checkout
Nilo Silva Pereira Netto     194-213
O trabalho autogestionário na economia solidária: afinal, o que recuperam e o que transformam as empresas recuperadas
Ana Beatriz Trindade de Melo     214-229
O Movimiento Nacional de Victimas de Crimenes de Estado (MOVICE): uma luta independente e alternativa por um projeto democrático colombiano baseado nos princípios de memória, verdade, justiça e reparação
Laura Milena Guerrero     230-245

Resenhas

Conselhos e Organização em Anton Pannekoek
Pablo Mizraji     246-251
O Federalismo e o Internacionalismo na Comuna de Paris
Felipe Corrêa Pedro     252-257

Traduções

A natureza do trabalho intelectual humano segundo Dietzgen
José Carlos Mendonça, Pablo Mizraji     258-263